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title: "Módulo 3 — Robots, Sitemap, Search Console e Velocidade"
description: "A parte técnica do on page: arquivo robots, sitemap, cadastro e indexação no Search Console e três otimizações para deixar o site mais rápido."
canonical: "https://ficaadica.com.br/curso-seo-gratis/modulo-3/"
language: "pt-BR"
type: "BlogPosting"
author: "Paulo Teixeira"
sameAs:
  - "https://www.youtube.com/@FicaaDica"
  - "https://www.instagram.com/pauloctxr"
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# Módulo 3 — Robots, Sitemap, Search Console e Velocidade

Este é o terceiro e último vídeo do **Curso de SEO On Page Descomplicado**, e nele o Paulo Teixeira fecha o curso com a parte mais técnica — mas, como ele faz questão de dizer, **só coisa simples**, nada que exija mexer em programação.

Você vai aprender o que é o **arquivo robots** (e qual configuração padrão usar para o buscador poder indexar tudo), o que é o **sitemap** e como gerá-lo (no WordPress com plugin ou manualmente para sites em HTML), e como cadastrar e validar o seu site no **Search Console**, enviando robots e sitemap e **forçando a indexação** para o Google achar o site em minutos, em vez de esperar dias.

A segunda metade é sobre **velocidade de carregamento**, que é fator de ranqueamento. Com o **PageSpeed Insights** medindo antes e depois, o Paulo aplica três otimizações: um **plugin de cache**, a **compactação gzip** no servidor (via cPanel) e a **otimização de imagens** que o próprio Google entrega prontas — saindo de notas vermelhas para o verde.

No fim, a mensagem central do curso: a maioria não faz SEO on page por não saber ou por preguiça. Fazendo direito, você já se diferencia de boa parte dos concorrentes.

## O que vem neste módulo

Olá, aqui é o Paulo Teixeira, e este é o nosso terceiro vídeo, o último do curso gratuito de SEO on page, o Módulo 3. Aqui a gente vê uma parte um pouco mais técnica: **Search Console**, **Robots**, **Sitemap**, **cache** e uma dica para aumentar a velocidade do site — que é, sim, um fator de ranqueamento.

> Complementando o módulo 2 sobre URL canônica: se você usa o plugin **All in One SEO** e quer manipular a canônica manualmente, ative a opção de URL canônica personalizada nas configurações e salve. Aí, em cada postagem, vai aparecer um campo embaixo para você definir a canônica na mão. Existe também um plugin específico só para isso, caso você use outro plugin de SEO.

## O arquivo robots

Vou explicar de forma rápida e resumida. O **robots** é basicamente um arquivo `.txt` que diz ao buscador por onde ele pode (ou não pode) andar dentro da hospedagem. Ele tanto **libera** quanto **bloqueia**: você pode, por exemplo, dizer ao buscador para não acessar nem indexar uma determinada pasta (com `Disallow`).

Eu vejo gente reclamando que o site nunca indexa, e quando olho o robots ele está travado — desabilitando tudo. Às vezes o próprio plugin de SEO modifica o robots e trava.

Para ficar simples e funcionar em todos os projetos, eu recomendo um robots bem padrão, que libera todos os buscadores a rastrear o site inteiro:

```
User-agent: *
Allow: /
```

O `*` significa "todos os robôs" e a `/` (a barra raiz) significa "o site inteiro". É só isso que o meu robots tem. Se você quiser um robots mais avançado, pesquise outras dicas, mas na minha opinião é desnecessário — eu uso assim e funciona em tudo. Eu só quero que o robots fale para o buscador: "pode indexar".

### Criando o robots no cPanel

Você acessa por FTP ou pelo painel de controle da hospedagem. Eu uso **cPanel** e recomendo altamente hospedagens com cPanel: é difícil dar problema (ele controla PHP, banco de dados, tudo), facilita o uso e a geração de backup, e torna a migração de servidor bem simples.

No cPanel:

1. Abra o **Gerenciador de Arquivos** e entre em **public_html**.
2. Se não houver robots ali, é só criar. (Se precisar ver arquivos ocultos, como o `.htaccess`, ative "Mostrar arquivos ocultos" nas configurações.)
3. Clique em **Arquivo**, nomeie como `robots.txt` e crie.
4. Selecione o arquivo, clique em **Editar código** e cole exatamente aquela configuração padrão (vou deixar na descrição do vídeo para facilitar o copia-e-cola).
5. Salve e feche.

Sempre teste depois: acesse `seudominio.com.br/robots.txt` no navegador para confirmar que ficou certo (dá um refresh se estiver mostrando a versão antiga).

## O sitemap

O **sitemap** cria um **mapa do seu site** e ajuda o buscador a indexar as páginas. Existem várias formas de gerar:

- **WordPress:** com plugin (vou mostrar o que eu uso).
- **E-commerce:** geralmente a própria plataforma gera o sitemap automaticamente, ou você consulta o desenvolvedor.
- **Site em HTML "seco":** use um gerador online. Pesquise por **sitemap generator** no Google, escolha um, cole a URL, defina a frequência (diária, semanal) e dê **Start**. Ele lê o site e gera o arquivo `sitemap.xml` (a versão gratuita costuma ir até 500 páginas). Aí é só baixar e enviar para a raiz do site (via FTP ou cPanel).

### Entendendo as notas do sitemap

Abrindo o `sitemap.xml`, você vê cada URL com uma **prioridade**, que vai de 1 (máxima) para baixo:

- A **home** é sempre **1** — não coloque outra página como 1.
- Páginas bem importantes: **0.8**.
- Páginas medianas: **0.6**.
- Páginas de baixa importância: **0.4** ou **0.2**.

Essa prioridade é uma orientação de leitura para o buscador (quem lê o sitemap é o robô, não o ser humano).

### Gerando o sitemap no WordPress com plugin

Eu prefiro gerar no WordPress, então apago o sitemap manual e instalo o plugin **Google XML Sitemaps** (o nome certinho fica na descrição). Em **Plugins → Adicionar novo**, pesquise por esse nome, instale e **ative**.

Depois, em **Configurações → XML-Sitemap**, o importante é definir **quais conteúdos** vão para o sitemap:

- Marque a **página principal**, os **artigos** e as **páginas estáticas** (contato, quem somos etc.).
- Eu **não** coloco categorias e arquivos, porque isso gera conteúdo duplicado no Google. É por isso que gosto desse plugin: ele me deixa selecionar o que entra, em vez de mandar tudo.

Nas prioridades, dá para iniciar a home em 1 e ajustar artigos/páginas conforme o tipo de site. Num blog onde todas as postagens são importantes para mim, eu coloco os artigos em **0.8**.

Tem ainda o **cálculo automático de prioridade** (baseado em comentários): se a postagem tem muita interação, ele sobe a prioridade dela. Em site institucional, desabilite. Em blog com muitos comentários, pode deixar. Eu, nos meus projetos, deixo **desabilitado**, porque não considero que uma postagem sem comentário seja menos importante — tudo que eu publico é importante para mim. Clique em **Atualizar** e pronto.

O plugin organiza o sitemap em vários arquivos (um "índice" e listas por mês), o que é ótimo: um sitemap com 10 mil itens numa página só travaria a leitura do Google. Assim ele lê mais rápido.

> Páginas adicionais: esse plugin permite cadastrar manualmente uma URL que **não** foi criada no WordPress (um hotsite, uma página avulsa) para que ela também entre no sitemap. Você coloca a URL, a prioridade, a frequência e, opcionalmente, a data da última alteração (isso ajuda o buscador a atualizar o conteúdo com mais eficiência). Ela fica numa parte "external" do sitemap.

## Search Console: cadastro e validação

Com robots e sitemap prontos, vamos ao **Search Console** para cadastrar o site e indexar mais rápido, sem depender da boa vontade do Google.

Para ver se o seu site já está indexado, pesquise no Google: `site:seudominio.com.br` (sem o `http`). Se não aparecer nada, ele não está indexado.

Para cadastrar, pesquise por **Search Console** e acesse. Você precisa de uma conta Google (Gmail) — se não tiver, dá para criar na hora.

Dentro do Search Console aparecem todos os seus sites. (Pode haver sites compartilhados ali — às vezes o desenvolvedor cadastra o site no Search Console dele e compartilha a propriedade com o cliente.)

1. Clique em **Adicionar uma propriedade** e informe a URL. Eu prefiro usar **sem os 3W** nos projetos atuais. Se o site tem HTTPS, coloque com HTTPS.
2. O Google oferece **métodos de validação**. Vou explicar dois:
   - **Tag HTML:** você copia um código `<meta>` e cola no campo de verificação de webmaster do seu plugin de SEO (All in One SEO, Yoast — quase todos têm esse campo). Cole, deixe só o conteúdo entre as aspas conforme o Google indica, salve e clique em **Verificar**.
   - **Arquivo HTML (alternativo):** você baixa um arquivo e envia para a **raiz** do site (public_html) via FTP ou cPanel. Depois marque o "não sou robô" e clique em **Verificar**.

Vou usar o método do arquivo, porque ele serve para qualquer um, não só para quem tem WordPress. Validou: a propriedade está confirmada.

> Sobre cadastrar várias versões (com/sem 3W, com/sem HTTPS): eu não vejo necessidade se você trabalhar com **redirects no `.htaccess`** — quem entra com 3W cai sem 3W (ou vice-versa), e quem entra em HTTP cai em HTTPS. Aí você cadastra no Search Console só a versão correta. Pesquise no Google sobre esse tipo de redirect.

### Enviando o sitemap e o robots

- **Sitemap:** clique em adicionar sitemap e escreva `sitemap.xml`. Envie, abra para conferir se está carregando pela URL. A leitura demora um pouco (pode ficar "pendente" até ele achar as páginas). O motivo de a gente cadastrar o endereço é que algumas plataformas usam um nome de sitemap diferente.
- **Robots:** em **Testar robots.txt**, às vezes ele mostra um robots antigo (de antes). Clique em **Enviar** e peça ao Google para **atualizar**. Confira de novo: ele passa a reconhecer o robots correto. Aqui não se cadastra URL nenhuma, porque o robots fica sempre no mesmo nome.

### Forçando a indexação

Se você não fizer mais nada, o Google vai lá no sitemap, segue a regra do robots e indexa — mas pode demorar um ou dois dias. Para acelerar:

1. Em **Buscar como o Google** (Rastreamento), deixe o campo da URL vazio se for a raiz do site, mantenha a opção **Computador** e clique em **Buscar e renderizar**. O Google vai visitar o site como um robô.
2. Concluído, clique em **Solicitar indexação**.
3. Aparecem duas opções:
   - **Rastrear somente esta URL** — indexa só aquela página.
   - **Rastrear esta URL e todos os seus links diretos** — indexa a página **e** todas as que estão linkadas nela.
   No primeiro cadastro, use a segunda opção, para ele pegar a home e todas as postagens linkadas ali. Marque o "não sou robô" e avance.

Quando você força assim, o site costuma ser indexado **em minutos** — muitas vezes em menos de dez. Para indexar uma página específica depois, é o mesmo caminho: copie a URL, use **Buscar como o Google**, cole só o final da URL e solicite a indexação (para uma URL só, use "rastrear somente esta URL", já que a opção com links diretos tem limite de uso).

Depois que o site está no Search Console, isso passa a ser automático: a cada nova postagem, o WordPress avisa o Google, e o sitemap cadastrado faz o Google voltar de tempos em tempos.

## Velocidade: por que importa

Velocidade de carregamento é um daqueles milhares de fatores de ranqueamento, e muita gente não dá bola para ela. Vou aplicar **três otimizações** e medir antes e depois com o **PageSpeed Insights** do Google — uma ferramenta que testa o carregamento em **mobile** e **desktop** e dá uma nota:

- **Vermelho:** ruim.
- **Amarelo:** OK.
- **Verde:** ótimo.

A meta é a maior nota possível. Dependendo do tema, nem sempre dá para chegar ao verde, mas o objetivo é fugir do vermelho. No teste inicial, o site sem otimização nenhuma deu algo como **37/100 no mobile** e **44/100 no desktop** — nota horrível, mas normal para quem nunca otimizou.

## Otimização 1: plugin de cache

O primeiro passo é um **plugin de cache** no WordPress. (Em e-commerce, verifique se a plataforma tem algo equivalente.) Instale e ative o plugin de cache. Nas opções, marque:

- Ativar o **cache** e o **preload** das páginas.
- **Não mostrar cache para quem está logado.**
- **Limpar o cache em posts novos e atualizados** (importante, senão dá problema em categorias e relacionados).

As opções de **minificar HTML/CSS**, **combinar arquivos CSS/JS** e **GZIP** podem dar conflito dependendo do tema — principalmente combinar JavaScript (jQuery costuma quebrar). A recomendação é ativar aos poucos: ative uma parte, **use o site por dois ou três minutos** testando tudo (categorias, formulário de contato, animações), e só então ative o resto. Se algo parar de funcionar, vá desmarcando até descobrir qual opção causou o problema, e deixe essa desativada. O GZIP e o browser cache, em geral, não dão problema.

Depois de salvar, **limpe todos os caches** (inclusive os minificados), porque às vezes o plugin cria um cache paralelo mesmo sem você marcar. Navegue de novo no site para garantir que está tudo certo.

> Por que tanto teste? Porque os problemas de cache normalmente são coisas de jQuery: um banner, uma animação, uma caixinha que aparece, um CSS que você ajustou na mão. Não dá para só olhar a nota e confiar — eu testo categoria, formulário, tudo.

No meu teste, o cache levou o mobile para algo em torno de **69** e o desktop para perto de **83** — praticamente dobrou.

## Otimização 2: compactação gzip no servidor (cPanel)

Aqui aparece outra vantagem do cPanel. Procure no painel um botão de **Otimizar site** (nas versões mais antigas o botão costuma ter nome parecido). Dentro dele, selecione **Compactar todo o conteúdo** — o servidor passa a compactar os arquivos (gzip) antes de enviar ao navegador. Clique em **Atualizar configurações**.

Atualizei e medi de novo: o mobile subiu para cerca de **72** e o **desktop chegou a 90 — verde**. Eu sempre tento deixar os sites no verde.

> Em e-commerce é mais difícil, porque a plataforma não tem as mesmas facilidades de cache do WordPress. Faça o teste até no Walmart e veja a nota — e-commerce é mais complicado mesmo. Nesses casos, tente a melhor nota possível.

## Otimização 3: imagens otimizadas pelo Google

A terceira otimização é a de **imagens**, que dá muito trabalho na mão e às vezes faz perder qualidade. O próprio PageSpeed resolve isso: na seção "Otimizar imagens" há um link para **fazer o download dos recursos otimizados** (imagens, JavaScript e CSS) do seu site.

**Atenção importante:** se ele entregar **JavaScript e CSS** minificados, sempre faça **backup** dos seus arquivos originais antes de substituir. O minificado coloca tudo numa linha só e fica praticamente impossível de editar depois. Para **imagens** não tem esse risco — pode substituir tranquilo. (Se você precisar fazer alguma mudança visual, edite o backup e gere o pacote de novo.)

No meu caso, o download veio **só com imagens** (o JS e o CSS já estavam bons por causa do cache). Aí é só jogar as imagens nos caminhos indicados (ex.: `wp-content/uploads/2016/12/`), via FTP ou cPanel, substituindo as originais. As imagens otimizadas pelo Google sempre funcionam, não precisa testar.

Medindo mais uma vez: o desktop chegou a **91**. É difícil ver um site em 91 — para comparar, a página do Google deu 95 (mas o Google ali é basicamente uma logo e uma caixa de busca).

> Não entre em desespero querendo resolver **todos** os avisos. Coisas como "eliminar JavaScript/CSS que bloqueia a renderização" são complicadas, têm pouco material e consomem muito tempo. Deixe assim mesmo — você já vai estar à frente de muita gente. Boa parte dos seus concorrentes está no vermelho.

## Encerramento do curso

Voltando ao Search Console: nesse meio-tempo o site **já foi indexado**. Viu como é rápido quando você força a indexação?

E assim a gente finaliza o terceiro módulo e o curso de SEO on page. Tentei passar toda a minha experiência com essas estratégias para você se diferenciar dos concorrentes. Ao longo desses 15 anos atendendo clientes, eu vejo que a maioria não faz SEO on page por dois motivos: **ou não sabe que poderia fazer algo diferente, ou tem preguiça** — muitas vezes os dois juntos. Fazendo direito, você já sai na frente.
