Curso SEO Grátis

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Módulo 1 — Fundamentos do SEO On Page e Construção de Conteúdo

Como montar conteúdo que agrada o Google e o usuário ao mesmo tempo: tags, H1/H2/H3, palavra-chave, negrito, imagens e linkagem interna.

Ilustração isométrica em tons de azul de uma página web sendo estruturada como um livro, com barra de título, blocos de subtítulos, linhas de texto e uma seta de linkagem interna para uma segunda página.

Este é o primeiro de três vídeos do Curso de SEO On Page Descomplicado. Aqui o Paulo Teixeira abre a caixa de ferramentas que ele usa há anos para os próprios projetos e para clientes — muitas vezes conseguindo um bom posicionamento sem nem trabalhar com backlinks, só com on page bem feito.

A ideia central percorre o módulo inteiro: todo conteúdo precisa ser montado pensando em dois públicos ao mesmo tempo — o Google e o usuário. Você vai aprender a estruturar uma página como se fosse um livro (título, capítulos e subcapítulos), onde colocar a palavra-chave para o buscador entender do que a página fala, e como fazer isso sem cair em repetição artificial.

Na prática, o Paulo pega três páginas concorrentes para o termo "chá para emagrecer", aponta o que está faltando em cada uma e monta um exemplo do zero aplicando as estratégias: uso de H1, H2 e H3, palavra-chave no início do texto, negrito e itálico nos pontos certos, trabalho com listas, imagens com alt e title, controle de densidade de palavras e linkagem interna entre páginas.

É um módulo longo e bem direto ao ponto. Não tem fórmula mágica nem promessa de primeiro lugar garantido — é a soma de vários detalhes, cada um sendo "um grãozinho de areia no deserto", que faz a diferença no final.

Transcrição da aula

SEO on page sem fórmula mágica

Olá, pessoal. Aqui é o Paulo Teixeira, e este é o primeiro vídeo de uma série de três de um curso de SEO on page gratuito. Nesse curso eu vou explicar as técnicas que eu utilizo há vários anos para os meus clientes e meus projetos, que fazem eles terem um resultado bem interessante na pesquisa do Google, muitas vezes sem nem trabalhar com backlinks.

Já adianto uma coisa que vale para o curso todo: aqui não existe certo e errado absoluto. No mundo de SEO tudo é polêmico. O que eu mostro nesses três vídeos não é verdade absoluta, é o formato que eu utilizo e que me dá resultado. Se você já segue outro formato que também funciona, ótimo, siga. Possivelmente existem outras formas de SEO on page que funcionam muito bem também.

Algumas dicas vêm direto das diretrizes do próprio Google. Outras são experiência de uso: eu testei, deu resultado, continuo usando. E algumas coisas vão parecer óbvias, porque minha intenção é atingir qualquer pessoa — tanto quem já trabalha com SEO há um tempo quanto quem acabou de montar um site, presta um serviço ou entrou agora no mundo de afiliado e quer melhorar.

Conteúdo de qualidade é obrigação, não opção

Eu monto conteúdo pensando em dois públicos. Existe muita polêmica sobre conteúdo de qualidade, mas eu considero isso uma obrigação. Não existe forma nenhuma — nem por meio de técnicas de manipulação, nem qualquer outra — que faça o cliente entrar num site ranqueado e clicar em comprar se ele não gostar do que está vendo. Conteúdo bom é o que converte.

Por outro lado, não adianta pensar só no cliente e achar que "se ficou bom pra pessoa, o Google vai gostar". Não é bem assim. Existem regras para a elaboração de conteúdo. Você pode pegar um ótimo redator, com uma escrita linda, mas se ele não tem conhecimento de SEO, vai montar um texto que não ranqueia de jeito nenhum — simplesmente porque não usou as técnicas que o Google precisa para entender sobre o que aquela página fala.

São detalhes: as tags, o título, H1, H2, negrito, itálico. Coisas que vejo o pessoal usar muito pouco. Muita gente me manda a página pra eu dar uma olhada, e visualmente está bonita, mas falta um detalhezinho aqui e outro ali que faria aquela página converter mais e ranquear melhor.

E olha: cada coisa que você faz em SEO é um grãozinho de areia no deserto. Se você fizer só uma ou duas dessas dicas, não vai dar resultado. É a soma de todas as ações, on page e off page, que dá um resultado legal. Pensa assim: se o seu concorrente toma 100 medidas excelentes no site dele, fazendo 50 você não passa; fazendo 150, talvez você empate. Então faça tudo que estiver ao seu alcance. SEO on page bem feito, pra mim, é obrigação.

Como escolhi o exemplo: "chá para emagrecer"

Vamos pra prática. Eu montei um blog bem simples, sem nenhuma preocupação de design — branco, com uma logo em cima — porque o foco aqui é on page, não layout.

Pesquisei no Google um tema fácil para todo mundo, para você conseguir trazer a estratégia para a sua realidade, seja site de empresa, mini site, loja virtual ou blog. O termo que escolhi foi chá para emagrecer. Abri alguns sites que estavam bem posicionados, e se eu criticar algum deles, não é ofensa — é só minha opinião sobre o que poderia ser melhorado. Inclusive são sites que ranqueiam bem, então o pessoal está fazendo as coisas certas.

A proposta é clara: a página que vamos criar tem que ranquear para o termo "chá para emagrecer", e não para outra coisa. Todas as dicas vão se basear nesse termo. Uma dica básica para analisar as páginas: use o Ctrl + F para localizar quantas vezes o termo aparece no conteúdo.

A estrutura de livro: H1, H2 e H3

Quando você monta um conteúdo, uma forma fácil de lembrar como ele deve ser organizado é pensar num livro: você tem a capa com o nome, depois os capítulos, muitas vezes os subcapítulos, e o conteúdo.

Cada página, cada termo que você quer trabalhar no seu site, é como um livro. Para o Google entender que aquela é a página definitiva sobre "chá para emagrecer", o termo precisa estar:

  • No título (H1) — fundamental.
  • Dentro do conteúdo — obrigatório.
  • Nos capítulos e subcapítulos (H2 e H3) — sempre que possível.

A analogia que eu uso é minha, pra ficar descomplicado:

  • H1 é o título da página.
  • H2 é o capítulo.
  • H3 é o subcapítulo.
  • H4 é raríssimo de usar (seria um sub do subcapítulo).

A regra prática: a palavra-chave é obrigatória no H1 e obrigatória em pelo menos um H2. No H3, se possível. Não force um H3 só pra enfiar a palavra-chave; mas se você já tem vários H3 no conteúdo, tente colocar a keyword em um deles. Quando eu falo "uma ou duas vezes", é só uma média — no vídeo 2, com o Website Auditor, você vai ver que isso varia conforme o tamanho do conteúdo.

Quando o Google faz a leitura, ele entende que o título do livro (sua página) tem aquele tema, que algum capítulo (H2) reforça o tema, e que um subcapítulo (H3) também trata disso. Aí ele entende que a página realmente fala sobre aquele assunto.

Um exemplo de como NÃO fazer

Pra deixar claro, vamos montar rapidinho um conteúdo tosco — o jeito que não funciona. Imagina um texto curtinho, com H1 "Chás para emagrecer", H2 repetindo "chás para emagrecer", e H3 com "chá de grama", "chá de folha de árvore"... e o termo "chá para emagrecer" enfiado sete vezes num texto minúsculo.

Sobre H1: evite vários numa mesma página. Até é possível usar mais de um se estiverem em divs separadas, mas não vejo necessidade. Faça o teste você mesmo: monte uma página com vários H1 e mande indexar no Bing — a ferramenta de webmaster do Bing reclama. Trabalhe com um H1 só, seguindo apenas um assunto.

O problema desse texto tosco é duplo. Primeiro, ele pode gerar uma puniçãozinha por spam de palavra-chave: tudo que não é natural, o Google considera técnica, e pode penalizar. Segundo — e mais importante na prática —, mesmo que essa página ranqueasse, um ser humano abriria, leria aquilo e não compraria. É conteúdo fraco. Por isso eu uso as estratégias para o buscador pensando também no cliente.

Trabalhe com imagens (e use alt e title)

Olhando uma das páginas concorrentes, ela tem H2 falando sobre tipos de chá, com imagens, e no alt da imagem está "chás para emagrecer". Trabalhar com imagens é muito importante, mas não só pra criar naturalidade: você coloca imagens pensando no Google, pensando em vender para o cliente, e a imagem ainda ajuda a otimizar o conteúdo com a palavra-chave.

Para conferir se um elemento é H2 ou H3, clique com o botão direito e use Inspecionar elemento — o código mostra a tag. Já vi gente iniciante que coloca o título grande, em negrito, fonte maior, mas sem ser H2 nem H3 — e aí não gera leitura nenhuma para o Google.

A força do negrito (e como o Google enxerga)

Quando você monta um conteúdo no Word para mandar uma proposta a um cliente, você negrita os pontos importantes, porque a pessoa faz uma leitura dinâmica em cima do que está em destaque. Como o Google valoriza o que beneficia o usuário, ele também entende que os pontos em negrito são pontos importantes.

Numa das páginas concorrentes, o termo "chás para emagrecer" aparecia várias vezes, mas nenhuma em negrito. O que estava em negrito era "ingrediente", "modo de preparo", "contraindicação" — coisas sem relação com a palavra-chave foco. Se você não negrita o termo, está dizendo ao Google que ele não é importante naquele texto.

Cuidado: negrito não é para fazer spam. Não saia negritando todas as ocorrências de "chá para emagrecer". Negrite algumas ou variações do termo, em pontos estratégicos.

A palavra-chave no início do texto

Uma regrinha que eu uso e que me deu resultado bem melhor nos testes: as três primeiras palavras do parágrafo inicial são as mais importantes. Eu sempre procuro colocar a palavra-chave entre essas três primeiras. Às vezes não dá — por exemplo, "somos especializados em" já queima as três —, e aí ela fica na quarta, bem pertinho do início. Mas coloque a palavra-chave sempre no início, sempre.

Por quê? O Google muitas vezes não usa a meta description que você definiu; ele monta uma descrição própria, puxando o pedaço do conteúdo mais relacionado à busca da pessoa. Se você coloca a palavra-chave logo no início, a chance de o Google usar esse trecho é bem grande. (Obviamente, a palavra-chave também precisa estar na meta description, pra evitar que ele pegue um pedaço aleatório — mas isso a gente detalha mais à frente.)

Repetição com contexto, não jogada

Numa das páginas, o termo aparecia quatro vezes, mas solto, sem contexto. Repetir a palavra-chave no conteúdo é necessário, sim, mas de forma inteligente, dentro da história. Imagina você na frente do cliente falando sobre as vantagens do chá para emagrecer: numa conversa natural você repetiria o termo umas duas, três vezes, sem perceber. O ser humano repete naturalmente. No texto, a gente precisa repetir um pouco também, senão o Google não entende — mas dentro do contexto do negócio.

Repetição massiva e solta ("chá para emagrecer, chá para emagrecer, chá para emagrecer") deixa o conteúdo tosco, não dá o desempenho que deveria, e pode ser interpretada como técnica.

Uma observação que vale registrar (já é mais off page): num texto bem montado, mesmo um link com âncora genérica tipo "clique aqui" tende a funcionar melhor, porque o Google entende pelo contexto do parágrafo sobre o que aquele link fala. Fiz testes nesse sentido e funcionou. Por isso conteúdo bem escrito faz diferença até na linkagem.

Montando a página na prática

Importante: eu vou copiar e colar trechos só para ensinar a estratégia mais rápido. Você jamais deve copiar e colar texto dos outros. Se for usar como base, copie, cole e modifique — conteúdo duplicado é péssimo, tanto para o Google quanto para o usuário.

O título. Sempre que possível, comece com a palavra-chave. Num blog com muitas postagens sobre o mesmo tema, nem todos os títulos vão poder começar igual; mas em uma página de serviço ou de infoproduto, priorize a palavra-chave no início. Para o público de afiliado, dá pra apelar pra chamadas como "segredo revelado". Ficou: Chá para emagrecer: segredo revelado — palavra-chave logo no começo.

Singular x plural. Eu uso o "s" para dar naturalidade. Se a palavra-chave foco é sem "s", comece sem "s" no início; depois, no corpo, pode usar com "s" para variar — e ainda assim fortalece a palavra-chave, porque é só um "s" intruso, diferente de um plural que muda a palavra inteira (papel/papéis).

Maiúsculas no início. Dica vinda da experiência com AdWords: anúncios em que as palavras importantes começam com letra maiúscula ganham mais pontos e ficam mais agradáveis de ler. Comecei a aplicar isso no conteúdo, deixando as palavras mais importantes com inicial maiúscula no começo do texto, e tive resultado bom. Não faça isso no texto inteiro — só lá em cima, pra dar uma fortalecida. (Várias coisas que eu faço em SEO vêm de testes no AdWords, porque por trás dos dois está o Google.)

Trabalhando H2 e H3 com criatividade

Dentro do conteúdo grande, vamos criar a estrutura de livro com H2 e H3. Uma vantagem dos H2 que eu adoro: eles permitem trocar de assunto sem ficar estranho. Você matou um assunto, dá um ponto, abre um H2 e parte para outro tema completamente diferente — fica natural, porque é um novo capítulo. Além de ajudar na otimização, isso facilita muito a vida do redator.

Então criei um H2 "Principais chás para emagrecer" (note a palavra-chave). Em vez de despejar tudo num bloco vomitado, organizei os chás em lista. O Google gosta de listas.

Dica para quem desenvolve: ao montar os menus de navegação do site, use listas. O Google vê com bons olhos menus em lista, melhor do que links soltos.

Depois inventei um H2 sobre os benefícios e, a partir dele, alguns H3 ("Cultivando chás em apartamento", "Como colher seu chá"). Repare que eu não preciso ter H3 em todo o conteúdo — H2 é obrigatório, H3 não. Mas dá pra ser criativo e encaixar a palavra-chave em um H3.

Não dá pra montar um artigo otimizado de verdade em 5 ou 10 minutos, a não ser que seja um assunto que você domine. Quem fala que faz é porque está fazendo mal feito. SEO exige criatividade.

Densidade e competição de termos

Vamos olhar a densidade da palavra-chave — a força dela no conteúdo. No corpo do texto eu tinha poucas repetições reais, então preciso usar o termo mais algumas vezes, nem que seja em variações ("chá para emagrecimento", "chás para emagrecer"), sempre em pontos onde fica natural.

Aqui entra um cuidado: às vezes, escrevendo, você repete demais palavras que não quer ranquear ("ajuda", "ajudar a emagrecer", "para", "no", "com"). Esses termos acabam competindo com a sua palavra-chave foco. Para identificar isso, dá pra usar a extensão SEO Quake: botão direito → Densidade, e ele mostra os termos repetidos demais.

No teste que fiz, deixei todos os termos que eu não queria ranquear abaixo de 1% de densidade, o mais baixo possível, e mantive só a palavra-chave foco com densidade forte. O posicionamento mudou bastante. (No vídeo 2 eu mostro o Website Auditor, que faz essa análise muito melhor que o SEO Quake — o SEO Quake serve só para ver esses termos comuns repetidos demais.)

Sobre "uma palavra-chave por página": não tente ranquear uma página com várias palavras-chaves diferentes. Se você tem muitos produtos/serviços, crie uma página principal que apresente tudo de forma resumida e linke para uma página dedicada a cada tema. Senão o Google não entende qual palavra-chave é forte naquela página. É igual ao livro: cada livro trata de um tema.

Imagens: identificação do público + alt e title

As imagens precisam fazer a pessoa se identificar com o conteúdo. Identifique quem é o seu cliente: público feminino, imagem de mulher; público mais novo, imagem mais jovem; e assim por diante. Trabalhe, sempre que possível, com uma imagem em cada tópico, e use imagens de destaque logo no topo.

Toda imagem deve ter alt e title — não só o alt. O alt e o title são, na prática, a mesma informação da imagem, mas você precisa preencher os dois. Isso ajuda na pesquisa de imagens do Google e também na densidade da palavra-chave no conteúdo (já fiz testes e deu diferença), sem falar que, quando a pessoa passa o mouse, aparece o nome que você colocou.

Tamanho das imagens. Para internet, nunca use imagem com mais de mil pixels de largura ou altura. Foto de celular para revelação é gigante, mas na web isso deixa a página pesada e lenta para carregar. Reduza antes de subir. (No vídeo 3 eu mostro otimização de carregamento.)

Itálico

O itálico funciona de modo parecido ao negrito, mas eu uso só uma ou duas vezes, geralmente na palavra-chave principal. O Google enxerga o que está em itálico. Então escolha um ponto onde a palavra-chave principal apareça e coloque em itálico — sem exagerar.

Linkagem interna: passando autoridade

Como este é o módulo de on page, não tem backlink. Mas a linkagem interna é importantíssima: é como você mostra ao Google que uma página fala sobre a outra e passa autoridade de uma página interna para outra.

Num blog com muitas postagens sobre o mesmo tema, elas não ficam linkadas naturalmente entre si. Então, ao final da postagem, você pode colocar algo como "Veja mais sobre chá para emagrecer — outros artigos que podem te interessar" e criar uma lista linkando os artigos relacionados. Esse é o tipo de linkagem correta para passar essa força (o "juice", o PA da página) para as demais.

Ao linkar pelo código (aba Texto do editor), coloque também o atributo title em cada link, com a palavra-chave ideal — geralmente o próprio título do artigo. A partir do title, o Google entende a que se refere a página interna. Não faça link avulso sem title.

Páginas fixas que já estão no menu (serviços, produtos, quem somos, contato) aparecem no site inteiro, então não precisam necessariamente de linkagem interna extra. Ainda assim, eu faço linkagem contextual das páginas importantes — um link no meio do texto, dentro do contexto, como fazem os grandes portais. Isso ajuda o usuário e ajuda o Google a entender que existe uma página tratando daquele assunto.

Em loja virtual: além dos "produtos relacionados" automáticos, linke produtos importantes dentro da descrição — e linke nos dois sentidos. Se a página da televisão linka para o suporte, a página do suporte também linka de volta para a televisão. Devolver o link fortalece mais.

Título e meta description: como a pessoa vê no Google

Toda vez que alguém busca, o Google negrita automaticamente os termos relevantes nos resultados. Por isso, tanto a URL amigável (que costuma acompanhar o título) quanto a tag description precisam ser pensadas no usuário e conter a palavra-chave — que vai ficar negritada no resultado.

A tag keywords não se usa mais para o buscador (o Google pega do próprio conteúdo). Algumas lojas virtuais ainda usam keywords para outras finalidades internas, o que não é problema.

SEO on page não combina com preguiça. Nunca deixe a meta description ser gerada sozinha. Se você não tem tempo, contrate alguém — senão você está fazendo o que a maioria faz, que é nada, e perdendo posicionamento.

Inspirado no AdWords (onde a gente se preocupa muito com título e descrição, por causa de custo e de conversão), o orgânico merece o mesmo cuidado: chamada boa no título, chamada boa na descrição. Na description do orgânico, usar maiúsculas faz caber um pouco menos de texto, então em alguns sites eu uso e em outros não — mantenho maiúsculo só o que é realmente importante.

Montando a description, comecei com a palavra-chave (entre as três primeiras palavras). O editor mostra a contagem de caracteres. Eu tenho feito testes aumentando um pouco esse limite, então não fico desesperado se passa de 60: 61, 62 está tranquilo; passou de 70 já complica. Se der pra cortar para ficar até 60, corte.

No título você pode ser criativo e até usar caracteres especiais (tem vários disponíveis na internet) para chamar a atenção e aumentar a taxa de cliques. Se editar o título manualmente, é bom remover o sufixo automático que o WordPress acrescenta.

E, como no AdWords, sempre estimule uma ação na descrição: "resgate a oferta", "acesse já", "veja aqui". Se você não der um start, a pessoa não clica. Uma descrição chamativa com chamada para ação aumenta o seu CTR.

Repetir a palavra-chave no título e na descrição mais de uma vez não é problema. No AdWords, repetir até deixa o anúncio mais otimizado e barato. No orgânico você não precisa repetir três vezes, mas se ficar natural, pode usar duas. Uma é obrigatória.

Encerramento do módulo 1

Com isso a gente encerra o nosso primeiro módulo. A página de exemplo ficou com toda a estrutura de on page aplicada — e no vídeo 2 a gente vai analisá-la com o Website Auditor para checar se a palavra-chave está com a força necessária. No vídeo 3, a parte mais técnica: Robots, Sitemap, Search Console e otimização de velocidade.