Curso SEO Grátis

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Módulo 2 — Análise de Conteúdo com o Website Auditor

Como auditar uma página com o Website Auditor: densidade de palavra-chave, links quebrados, tags, alt das imagens e comparação com concorrentes.

Ilustração isométrica em tons de azul de uma página sendo auditada por uma lupa, ao lado de um medidor circular de densidade e um checklist com marcas de verificação.

No segundo módulo do Curso de SEO On Page Descomplicado, o Paulo Teixeira mostra como fazer a auditoria do conteúdo que foi criado no módulo 1, usando o Website Auditor, do pacote SEO PowerSuite.

A ideia é parar de fazer "continha na calculadora" e deixar a ferramenta apontar o que precisa melhorar: densidade da palavra-chave (a meta é girar em torno de 3% para a principal, e nunca menos de 1% para as secundárias), links quebrados, imagens sem alt, tamanho de título e description, uso da palavra-chave nos H2/H3, no negrito, no itálico e nas âncoras de link.

Pelo caminho você vai entender o conceito de URL canônica (para conteúdo duplicado), aprender a comparar seus números com os dos concorrentes (a ferramenta lista quem está bem posicionado) e ver por que o bom senso sempre fala mais alto do que o alerta automático.

No fim, duas dicas de fechamento: uma estrutura de redação criativa para escrever textos longos sem travar, e por que visual, contato visível e HTTPS também são "grãos de areia" que pesam no resultado.

Transcrição da aula

Onde a gente parou

Olá, aqui é o Paulo Teixeira, e este é o segundo vídeo, o Módulo 2 do curso de SEO on page. Caso você não tenha visto o Módulo 1, dê uma olhada no canal antes, porque aqui é a continuação de tudo que a gente fez lá — a parte de criação de conteúdo e a explicação das tags. O vídeo 1 tem duas horas, então não vou revisar nada, senão fica cansativo.

A gente continua com aquela postagem do "chá para emagrecer" e agora vai fazer uma revisão do conteúdo que foi criado.

A ferramenta: Website Auditor (SEO PowerSuite)

Para essa análise eu uso um programa do pacote SEO PowerSuite, chamado Website Auditor — o programinha laranja deles. O pacote vem com quatro programas (rastreamento de palavra-chave, espionagem de concorrência, análise de link building/backlinks e o Website Auditor). Desses, o que eu mais uso é o Website Auditor mesmo; para as outras ações eu acabo usando outras ferramentas que acho mais interessantes.

Não é uma ferramenta muito barata, mas também não é nada absurda: você paga uma taxa única e, anualmente, uma taxinha opcional para renovar os updates. Na descrição do vídeo tem o link para a página do fornecedor, onde existe um período gratuito para você testar.

Uma alternativa: se você já trabalha com SEO (link building, backlinks, GSA), existem servidores VPS que já vêm com várias ferramentas instaladas, incluindo o Website Auditor e as demais do pacote. Aí você paga uma mensalidade e economiza em vez de contratar cada coisa avulsa. Os links também ficam na descrição.

Por que usar o programa: densidade de palavra-chave

Olhando o conteúdo "no olho", com Ctrl + F, dá para ter uma ideia da densidade da palavra-chave — a força dela no conteúdo, ou seja, quantas vezes ela está repetida. Quando eu monto um conteúdo, eu miro uma densidade de 3% para a palavra-chave foco. Um pouquinho a mais ou a menos não tem problema, mas eu evito:

  • Menos de 3%: o trabalho de on page fica abaixo do ideal.
  • Mais de 6% ou 7%: vira spam de conteúdo, o texto fica estranho de ler e você deixa de pensar no cliente.

Com 3% dá pra encaixar um conteúdo bom para os dois lados. Em vez de ficar fazendo conta na mão ou usando o SEO Quake (que embola um pouco as coisas), o Website Auditor me dá essa densidade e vários outros aspectos da página, funcionando como um checklist completo. Antigamente eu tinha esse checklist num bloco de notas; hoje o programa faz a conferência por mim.

Auditoria geral do site: links quebrados e imagens

Você abre o programa, clica em Novo, cola a URL e dá Next. Dá para colar a home e deixar ele rastrear (como um robô de busca) todas as URLs do site; aqui, pra não ficar um vídeo de duas horas, vou analisar só essa página. O programa é em inglês, mas é bem autoexplicativo — quem não manja muito de inglês se vira tranquilo.

Importante fazer essa análise depois que você considera o conteúdo pronto, inclusive na parte visual.

Logo de cara ele dá uma análise geral: páginas funcionando, robots, sitemap, e por aí vai. Ele separa em warnings (alertas amarelos) e erros (vermelhos, que você precisa correr para arrumar). No meu caso apareceu um warning provavelmente sobre HTTP/HTTPS, que eu não vou tratar aqui por não ser o foco.

Os pontos que eu levo a sério:

  • Links quebrados. Muito importante. Numa consultoria recente, um site tinha mais de 30 páginas com links quebrados — provavelmente a pessoa mudou de plataforma e não trocou os links. Link quebrado prejudica a navegação do usuário e atrapalha a passagem de autoridade entre páginas. O programa diz qual é a página, qual o texto âncora e qual o link que está quebrado.
  • Imagens quebradas e imagens com alt em branco. Ele aponta cada uma.

Detalhe do WordPress: ao mexer numa imagem, ele acaba listando todas as versões/miniaturas que o WordPress gera daquela imagem. Por isso às vezes aparecem várias de uma vez só.

Para refazer a análise depois de corrigir, eu prefiro Rebuild (reconstruir o projeto inteiro) — é meio mania. Dá pra tentar o Update, mas tem coisa que o update não atualiza. Depois de arrumar o link e o alt, o Rebuild zera os alertas.

Dica sobre cache: ao construir o site, deixe o plugin de cache desabilitado, senão ele fica guardando versões antigas e você acha que a alteração não funcionou. Sempre confira no código se a mudança realmente entrou.

URL canônica: o que é e quando usar

Antes de seguir, vale explicar a URL canônica, que aparece como uma das sugestões. Ela serve quando você tem conteúdo igual ou muito parecido em páginas diferentes.

Exemplo: você vende o mesmo sapato em cores diferentes e, por estratégia, criou uma página para cada — "sapato legal preto", "sapato legal prateado", "sapato legal transparente". Você define qual é a principal (digamos, a preta). Na preta você não precisa colocar canônica (ou pode apontar para a própria URL dela). Nas outras duas (prateada e transparente), você define a URL canônica apontando para a URL do sapato preto.

Assim você está dizendo ao buscador qual é a página de origem daquele conteúdo. É uma forma de ter conteúdo duplicado assumindo que ele é duplicado, evitando penalização. No WordPress, dependendo do plugin, existe um campo de URL canônica abaixo da postagem. Se não se encaixa na sua realidade, esquece — é só para quem tem esse cenário (comum em lojas virtuais).

Auditoria de conteúdo: a análise da página em si

Além do checklist "grosso" do site, eu uso o programa principalmente para olhar o conteúdo, na aba de análise de página.

Primeiro você cadastra as palavras-chave. Recomendado: de 1 a 3 por página — uma palavra foco e até duas variações. Não adianta colocar 10: se todas tiverem que ficar fortes, nenhuma fica forte de verdade.

Cuidado com o "s": se a sua palavra é "chá para emagrecer" e você também usa "chás para emagrecer", colocar as duas no programa confunde a análise. Para o vídeo ficar didático, vou cadastrar só "chá para emagrecer" e a variação "chá para emagrecimento". Mas é excelente ter a keyword com "s" e sem "s" no artigo, porque as pessoas pesquisam dos dois jeitos.

O programa também puxa os concorrentes para aquela palavra-chave, o que é ótimo: você não fica olhando só para o próprio umbigo.

Keyword no título e na meta description

  • Título: o programa recomenda entre 1 e 55 caracteres (é o que costuma aparecer no Google sem truncar). Pode chegar a 60 numa ou noutra vez; passou muito, ele corta. Dificilmente o título terá mais de uma ocorrência da keyword.
  • Meta description: recomenda até 155 caracteres (a nossa ficou com 144). Aqui ele apontou que nenhuma das keywords estava na description — porque na hora de montar a gente colocou com "s". Regrinha do plural: a palavra foco (sem plural) tem que estar em todo lugar; o plural você usa como adicional. Então corrigi a description para conter a palavra foco sem "s".
  • Keywords na meta tags: mesmo zerado, fica OK — não se usa mais. Se você tem e-commerce e usa keywords para outra finalidade, também não tem problema.

Densidade no conteúdo

Aqui é o coração da análise. A palavra foco estava em 2,8% e a secundária em 0,5%.

  • A foco eu subo para perto de 3% (consegui colocar mais uma ou duas vezes em blocos que ainda não tinham o termo). Ficou 3,3% — sem problema, pode ir até 4%, mas não passe disso, senão vira keyword stuffing (e o programa alerta).
  • A secundária a 0,5% está fraquíssima. Nenhuma keyword pode ficar abaixo de 1% — abaixo disso ela se iguala àqueles termos comuns ("para", "no", "com") que a gente limpou no módulo 1. Subi para cerca de 1,3%. A secundária e a terceira ficam em 1% ou um pouquinho mais; quem tem que ser forte é a principal. Se você quer que a secundária fique forte de verdade, faça uma página só para ela.

Bom senso sempre: ao checar onde está cada ocorrência, clique na aba que mostra a localização. Se o termo estivesse no menu ou no rodapé, eu desconsiderava, porque não faz parte do conteúdo. O programa dá a informação; você analisa.

Tamanho do conteúdo

O programa recomenda entre 115 e 4.000 palavras. 115 é pouquíssimo — serve só para páginas bem simples, tipo contato. Para qualquer página de conteúdo, trabalhe com pelo menos 400 a 500 palavras. É muito mais fácil encaixar palavras-chave, H2, H3, listas, negrito e itálico num texto maior do que num pequeno. Mil palavras já dá um ótimo artigo.

Palavra-chave nos H2/H3, negrito e itálico

  • H1: com um H1 só, não há repetição — dificilmente dá alerta aqui.
  • H2 a H6: o programa soma todos os H. No nosso caso, a palavra-chave estava num H2 e num H3 — eu não mexeria, deixa assim. Os H4 que apareceram eram gerados pelo template (posts relacionados), então não fazem parte do conteúdo. No grosso modo, preocupe-se com o conteúdo da página em si, não com o que está em volta. E olhe o concorrente: se ele usa o termo uma vez no H e você usa duas, duas não é ruim — você quer passar o concorrente.
  • Negrito: uso uma técnica boa aqui. Para fortalecer um termo que as pessoas pesquisam (ex.: "melhor chá para emagrecer"), eu coloco esse termo composto uma vez no texto e negrito ele inteiro. Assim eu fortaleço a busca sem ficar repetindo o termo várias vezes pelo site. Pense no que a pessoa realmente digitaria. O negrito tem que ser usado com cuidado.
  • Itálico: geralmente só na palavra foco. Mas, como o on page é para o Google e para o usuário, se tiver um termo que fica bom em itálico mesmo sem relação com a keyword, pode usar também. Não se prenda a otimizar só para o Google.

Âncoras de link e alt das imagens

  • Keyword na âncora: o programa pode apontar "spam" quando você tem links internos com a palavra-chave igual ou parecida. Isso é natural (linkagem relacionada) — pode descartar o alerta nesse caso.
  • Keyword no alt das imagens: importante. Tenha a palavra foco em pelo menos uma imagem. Ter o alt com a keyword duas vezes (com "s" e sem "s") é extremamente natural, não é forçar otimização. Se o programa reclamar, olhe os concorrentes — teve concorrente usando cinco. A secundária também deve aparecer em pelo menos um alt. E a foco sempre tem que aparecer mais do que a secundária.

Com isso a gente fecha a auditoria no Website Auditor.

Estrutura de redação criativa para textos longos

Para quem tem dificuldade de bolar conteúdo e encaixar palavras-chave, uma estrutura que funciona (e que todo mundo usa, inclusive o Google):

  1. Início — fale sobre o produto/serviço como se estivesse na frente do cliente. Apresente o produto do jeito que você apresentaria pessoalmente.
  2. Benefícios e diferenciais — aqui dá pra criar uma lista, abrir um H2 e usar H3. Lembra da vantagem dos H: você troca de assunto e fica natural, porque é um novo capítulo.
  3. Principais dúvidas — muito usado em loja virtual e infoproduto: liste as perguntas que as pessoas teriam.
  4. Ideal para / recomendado para — explique para quem o produto é indicado (ex.: roupa ideal para gestante, porque não aperta).
  5. Exclusividade — se você tem algo que só você oferece, crie um tópico para isso.

Com esses tópicos você consegue uma redação ampla, com bastante texto, trabalhando bem as palavras-chave e pensando no cliente e no buscador ao mesmo tempo. Se for um infoproduto, melhor ainda — o produtor geralmente já entrega a página nessa estrutura.

Veja a própria página do AdWords: ela fala sobre o produto como se estivesse conversando com você, mostra uma imagem que chama atenção, lista vantagens, faz perguntas ("por que escolher?") e — em vários pontos — coloca um botão de ação. A pessoa que já se convenceu fecha logo; quem precisa de mais, continua lendo e encontra novos fechamentos pelo caminho. Sempre coloque chamadas para ação ao longo da página.

Dica final: visual, contato e HTTPS

Fechando o módulo, três pontos que vão além do on page puro, mas pesam no resultado:

  • Contato visível. Em empresa ou e-commerce, deixe as informações de contato bem fáceis: no topo e repetidas no rodapé. O cliente quer saber que pode te contatar, mesmo que não te ligue agora. No rodapé, coloque também endereço e e-mail (tem gente que entra só pra saber o endereço). Em e-commerce, coloque o CNPJ no layout — passa credibilidade.
  • HTTPS. Trabalhe com HTTPS, sempre. Ele passa segurança ao usuário (as pessoas já procuram o cadeado) e o Google valoriza sites com HTTPS — é mais um daqueles grãos de areia. Para ter, contrate com sua hospedagem um certificado SSL e um IP dedicado (obrigatório), e peça para eles instalarem, porque não é tão simples.
  • Visual. O visual do seu site — layout e forma de apresentar o conteúdo — é a embalagem do bombom. A pessoa compra pelos olhos. Em mais de 15 anos trabalhando com SEO, já ouvi cliente dizer que "layout é o menos importante" — não é. Pelo visual a pessoa se identifica com o que você faz, e é assim que você converte. Use imagens que encham os olhos.

No próximo módulo, o terceiro e final, a gente vê a parte mais técnica: Search Console, Robots, Sitemap e otimização de velocidade da página — que também pontua no Google.